De acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), na série com ajuste sazonal, o avanço das vendas de veículos, motos e peças automotivas em março foi de 10,3% em relação a fevereiro.
"O resultado da atividade que representa os automóveis teve variação muito expressiva com o término da redução do IPI, porque os consumidores anteciparam compras, pois sabiam que, depois de março, os preços aumentariam. Houve antecipação de compra e aumento de receita das empresas. Isso se refletiu no resultado muito expressivo da nossa pesquisa", contou o técnico da Coordenação de Comércio e Serviços do IBGE, Reinaldo Pereira.
O avanço impulsionado pelo IPI foi tão grande que o índice foi o responsável por 54% da elevação da taxa de vendas de todo o comércio varejista ampliado, que apresentou alta de 22% em março, na comparação anual, e de 5% ante fevereiro.
O setor precisa entrar no índice chamado ampliado devido à dificuldade de medição entre o que é de fato varejo e as vendas do atacado.
Apesar da alta de 32,4% ter sido considerada muito forte, não foi o recorde da série histórica. Em novembro passado, o avanço registrado nas vendas de veículos havia sido de 37%.
O técnico do IBGE explicou que a forte oscilação das vendas foi reflexo da expectativa em torno da redução do IPI, já que o prazo chegou a ser diversas vezes ampliado. "Todas vez que se achava que o IPI iria acabar, as vendas cresciam ainda mais", disse Pereira.
Fonte: G1